Mary May - Nasci no Rio de Janeiro no bairro da Glória. Até aos dezoito anos morei em Sepetiba aonde resido atualmente. Tenho dois filhos: Brad e Yuri dezenove anos e quinze respectivamente. Sou dona de casa, mãe, esposa, trabalho como promotora de vendas e sempre gostei de escrever. Terminei o ensino médio aos dezessete anos e parei de estudar por força das circunstâncias. Alguns anos depois retornei aos estudos. Fiz dois anos de Direito na UniverCidade e quatro períodos de Letras (Português/Inglês) na Faculdade Machado de Assis.

Confesso que comecei a tentar escrever há bem pouco tempo atrás, porém sou uma ótima leitora. Sou aprendiz, inexperiente e esta é uma oportunidade de estar me atualizando e renovando de forma diferente. Tenho lido muitas biografias e meus poetas preferidos são: Carlos Drummond de Andrade, Auta de Souza, Murilo Mendes, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Mário Quintana (adoro), Vinícius de Moraes, Camões, Cecília Meireles, Florbela Espanca entre outros(as). Alguns livros que gosto (são muitos), colocarei apenas alguns: "Os Trabalhadores do Mar de Victor Hugo", "Cem anos de Solidão" (Gabriel Garcia Marques), Odisséa, "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (Machado de Assis), "O Vermelho e o Negro" de Stendhal, amo Sheakspeare, etc.

Quero agradecer ao convite do maravilhoso e saudoso amigo Antônio Poeta - o qual tive a honra de conhecer pessoalmente no recente envento em Paquetá (Poemas à Flor da Pele). Sinto-me honrada e espero corresponder a expectativa que me foi concedida. Tenho noções de música (partitura e cifras) de instrumentos como violão e piano. Toco flauta doce "de ouvido".

Sou uma pessoa muito simples e com uma enorme necessidade de aprender. Minhas poesias são singelas e com o tempo gostaria de aprimorá-las. Espero, sinceramente poder colaborar de modo eficaz nesta revista... Obrigada de todo coração pela oportunidade.

SONETO DA PAIXÃO

No ímpeto de um amor que se divide,
Encarno a musa pura e sensual
Que tem na liberdade o seu olvide
Só quer ter o prazer puro e carnal.

Nas mãos de um homem cala e se decide
Deixar que as carícias sejam tal,
Sentir seu corpo forte se entronize
Na fúria explode como um animal.

Amando como louca em um deslize
Comprime o músculo explode em uma crise
No mais orgasmo puro e divinal.

A calmaria tende ao despertar
De um sonho que penetra o teu olhar
E o corpo pode então recomeçar!

Mary May



SONETO DO ABRIGO


Como posso dormir sem o teu corpo
Se tua voz ressoa em meus ouvidos?
Fazendo-me lembrar dos teus gemidos
Deslizo as mãos no colo como adorno.

Se tua boca plena em meu pescoço
Mordesse a garganta com teu ciso,
Verás meu pranto forte e indeciso
Transformar-se em gozo e regozijo.

Eu sou tua mulher teu rosto amigo
Mas abro as pernas quando for preciso
Eu sei o que fazer e regozijo

Se acordo atordoada em um ninho
Me apego como um pássaro no abrigo
Me torno toda terna de carinho.

Mary May



SONETO DE TENTATIVA


Acho que a inspiração e o que canto
Começam a expressar sentimentos
Que apesar de todo o sofrimento
As palavras soam como encanto

Muitas vezes só, deveras, me espanto
Com os meus olhos de contentamento
Ao perceber que em vários momentos
Consigo, de novo, espantar o pranto

Prosseguirei em passos decididos
Avançando aos mares desconhecidos
Para nunca mais precisar voltar

A rotina de quem vive distante
Da realidade que de hoje em diante
Passam por mim e desejam ficar.

Mary May



OLHOS DE ÁGUIA

ACRÓSTICO

O lhos de águia são atentos e brilhantes
L onge enxergam suas presas, como alguns
H omens perspicazes e penetrantes que encantam certas mulheres...
O bico longo e curvado se junta contra o peito como
S e reunindo forças para tentar ser invencível...

D entre as espécies, há a águia de rapina
E muitas vezes desejei e ainda desejo ser uma delas.

Á guia, símbolo de força, majestade e fortaleza
G arras robustas, asas arredondadas como a beleza de uma forma feminina
U m orgulho de sua raça sem barreiras
I rradiando a luminosidade e beleza de quem conseguiu
A lcançar o cume da natureza.

Mary May



PALAVRAS QUE SE CASAM I


Revivendo raros ritos
Em que gritos viram risos
Resolvi retirar riscos
Rasgando rotos sorrisos.

Não sei se as palavras casam
Colam, contam, queimam então
Carismas, contos cativos
Cantam criam uma canção.

Mary May



ELEGANTEMENTE

ACRÓSTICO

E legantemente me despeço de você, meu amor, neste exato momento
L evando de ti somente belas recordações.
E para quê citar lembranças tristes se o nosso amor não mais existe...
G ostarias de um dia lembrar-se de mim de uma forma bonita, poética?
A té mesmo sensualíssimamente eclética?
T antas vezes nos alegramos com risos, sorrisos, aplausos de festa!
E também, nos entristecemos, choramos, discutimos, amamos
M orremos e não nos distanciamos...
E ntretanto, agora digo e repito: me despeço de ti claramente
T e deixando no peito uma saudade refinada, levemente molhada
E legantemente como tua, sempre fui e sou amada!

Mary May



FASES

Como a lua cheia ou mingüante
Assim são as fases da minha vida
Eternamente mutante...

Mary May



CHUVA

A chuva cai num Domigo
Fria, torrencial, gelada
Em meu rosto correm pingos...

Mary May



NASCENDO

O dia está despontando
Mais uma vez o sol brilha
Como uma flor desabrocha a manhã...

Mary May



O LIVRO


Livros são a minha vida, minha fonte e minha luz
Neles capto a sabedoria que suas palavras traduzem.
E todos os sentimentos, e toda felicidade
Por saber que em suas páginas
Encontro muitas verdades.
Ditas de um modo singular e por pessoas diferentes
Vou juntando cada pedaço e plantando minhas sementes.

Mary May



ENTRE SONHOS
E REALIDADES
ACRÓSTICO

E ntre sonhos e realidades, muitas vezes
N em percebo
T antas são as igualdades
R aramente eu as vejo...
E mbora sejam diferentes
S onhos muito se misturam
O utras vozes, outras gentes
N um mundo onde tantos figuram.
H oje vejo o qué real
O ntem nem me lembro mais
S erá que as desigualdades serão sempre tão fatais?
E mbora siga meu rumo
R etorno sempre ao princípio
E nessa volta eu encontro
A lguém que vi no início
L ogo então eu me pergunto
I nda que a resposta tarde
D emorei a encontrar
A verdade e a mentira que quiseram me ocultar?
"D evagar se vai ao longe", já diz o velho provérbio!
E é então que reconheço o quanto estou ficando velho....
S erá?

Mary May



CAMINHOS DA VIDA

ACRÓSTICO

Caminhos da vida
A o sul, ao norte, o tempo
M e ensina a estranha e
I nsistente lida
N em, ás vezes, eu mesma me entendo...
H oje não quero pensar
O ntem só fiz esquecer
S ou como as folhas ao vento
D á-me tempo para que eu possa ver!
A gora prossigo confiante
V ejo a vida por um outro prisma
I nda que os sonhos sejam distantes, não são vãos.
D arei rumo para que eles se concretizem
A ntes que fujam das minhas mãos.

Mary May



VIDA DIVIDIDA

ACRÓSTICO

V erás como não é fácil
I r no caminho da vida,
D esejando retidão e sã consciência
A inda que tudo ao teu redor se deturpe, se declina.
D irás que é impossível
I r de encontro ao certo, incorruptível, correto.
V ida dividida!
I nda que por caminhos obscuros...
D everás atingir, sem sombra de dúvida, ainda
A o alvo a que se destina.

Mary May



O MEU AMOR É MEU

ACRÓSTICO

Outras pessoas entraram em minha vida
Mas, o meu amor é eternamente seu....
Espero que esta poesia que te fiz, transmita
Um algo mais, um algo bom!
Acendendo a luz da tua paixão,
Mostrando definitivamente ao teu coração
O quanto o meu amor é eternamente seu...
Revelei todo o meu sentimento
E te dei toda a minha alma para novamente dizer que...
Meu amor é meu
E também é teu
Uma única vez, para sempre tua...

Mary May



MÁSCARAS OBSCURAS

ACRÓSTICO

M inhas doces e ternas alegrias
A ssinalam as mais profundas emoções...
S ão aquelas que falam bem alto, dentro da gente
C olorindo as mentes, corações!
A minha verdade é simples
R aras são as objeções...
A não ser quando
O outros invadem meu interior,
B uscando roubar as convicções.
S em retoques continuo a caminhada
C om verdades elaboro a busca
U m buscar sempre imutável, constante.
R etirando a máscara obscura
A prendendo a deixar de ser e sendo pura!

Mary May



ENCANTADA

ACRÓSTICO

E m breve revelarei a ti tudo aquilo que
N unca sequer ousei pensar em dizer-te.
C om magia e encantamento
A o amor me entreguei e confesso que
N ão me arrependi.
T eu corpo, teu rosto, teus olhos iluminados
A inda arrepiam minha pele fazendo com que eu tenha sonhos
D ourados, molhados...
A cetinados qual pétalas de flor!

Mary May



SONETO DA HARMONIA


Pautada por acordes musicais
A natureza é bela harmonia
Orquestra de uma linda sinfonia
Vibrações refletindo luz e paz.

O amor multiplicado é capaz
De vencer as maldades desta vida
Combatendo e avançando na lida
As dores que se nos mostram morais.

Quero reger a música que encanta
Quero compor a letra e melodia
Deixar pra sempre a dor que me agonia.

Mantendo pensamento equilibrado
Plantarei as sementes da bondade
No intuito da eterna felicidade.

Mary May



SEPTILHA


"Quero flores no jardim
Belas noites de luar
Quero o cheiro de jasmim
E alguém para eu amar.
Olhar através do tempo
As folhas que voam ao vento
E esta sede saciar."

Mary May



SONETO DA ESPERANÇA


Como é que que se faz pra não sentir
A dor que dilacera o coração?
Não sei aonde foi que eu me perdi
Será que a minha vida foi em vão?

Deus sabe que eu não tive a intenção
Mas posso ter falhado em insistir
No erro e ter deixado de existir
Num mundo onde tudo é ilusão.

Mas não vai adiantar lamentação
Melhor é perdoar e persistir
Lembrar que existe sempre uma razão.

O amor pode trazer a solução
Quietude no calar e no sentir
E até aquietar meu coração.

Mary May



DE SÚBITO


Quero, insisto, como, gosto arraso
Levo, toque, tomo, quero orgasmo
Sinto as tuas pernas em meus braços
Volto e me deleito em teus abraços.

Beijos, línguas, gestos nos teus passos
Quero desfazer-me em teus laços
Leve, deito e tremo em teus espasmos
Ergo o corpo, gemo sinto o traço.

Tua pele cheira exala o aço
Como se estivesse no espaço.
Abro, fecho, sinto em cima faço
Volto, viro, abro sem cansaço.

Quero que me tome a noite inteira
Sou a tua noite companheira.

Mary May



NOSTALGIA


De onde vem toda essa esperança
De onde vem essa imaginação?
Vem do céu com suas nuvens brancas
Vem da terra com seu cavalo alazão.

Quisera poder voltar no tempo
E reconstruir todo o meu passado
Desfaria as mágoas,
as dores injustificadas.
E numa tela branca
Pintaria um novo quadro.

Nesse haveria muitas cores e luzes
Reflexos de erros perdoados...

Mary May



TUA FACE

T ua face é
U m lindo quadro, retratos
A nteriores, onde o tempo
F ace aos momentos vividos
A menizam dores
C uram feridas
E revelam amores...

Mary May



POESIA É ALIMENTO

ACRÓSTICO

P oesia é o momento
O nde enobrece a alma,
E ntre alegrias e tormentos
S ubtrai, aquece e acalma.
I nda que por diferentes caminhos
A s palavras quando escritas
E xteriorizam pensamentos
A vassalam sentimentos
L avam no interior os seus ninhos
I nstigam, mexem como espinhos.
M uitas vezes me pergunto
E ncontraria nesta vida um alimento mais puro?
N ão seria esta a verdadeira lida?
T omada de grande energia ouço com os
O lhos do espírito que enternecido vivazmente adormece...

Mary May



SENTIMENTO DE AMOR

ACRÓSTICO

S ou tua amado meu
E ternamente...
N ão como um objeto ou uma jóia de valor...
T ente me amar apenas pelo que sou
I nda que entre mágoas escondidas, dores esquecidas
M edo de novamente sofrer.
E melhor recordar momentos felizes, frases, beijos e canções!
N aquelas viagens constantes, nos barcos das vida ou nos aviões...
T anto tempo se passou, tanta coisa aconteceu...
O nde foi que o nosso amor se perdeu?
S ei que ainda me tens carinho, sinto-o no coração, tenho intuição!

D irei que não foi o destino e nem mesmo a maldição...
E o que foi então?

A h! lembra daqueles dias? Em que me amavas nas dunas, nas areias, perto do mar...
M e vestistes de sereia, na tua imaginação sem par!
O braste que não me recordaria?
R umo ao infinito, meu amor, meu abrigo sempre hei de te dar.

Mary May



FINAL DE INVERNO

ACRÓSTICO

F inal de inverno anunciando que a primavera,
I rradiará com suas flores, seu perfume
N ovas conquistas, novos horizontes.
A legremente ouço os pássaros a cantar
L evando harmonia a toda natureza sem par!

D eixando os corações mais leves,
E levando vozes em canções.

I nda que a chuva caia fina
N ão será empecilho para ver o sol brilhando
V erás céu azul, estrela brilhando nas noites eternas
E inesquecíveis das primaveras...
R isos sempre alcançam
N ovas faces coloridas mostrando
O Novo dia com seu encanto.

Mary May



SONETO DO PERDÃO


De todas as estradas que andei
As pedras no caminho recolhi,
Algumas no alforje decidi
Distribuir com todos que encontrei.

As outras que na vida eu guardei,
Mudando a posição eu resolvi
Não atirá-las Deus pra não sentir
Remorsos de uma vida e persistir.

O meu tesouro então eu me lembrei
Que o amor e a união me faz abrir
O coração no tempo de pedir

Que o meu falar só seja pra elevar
E assim edificar ao meu irmão
E a todos estender a minha mão.

Mary May



UM MUNDO SONHADO

ACRÓSTICO

U sei a imaginação para sonhar com um
M undo encantado pela poesia e pelo amor.

M undo onde não haveria guerras
U m mundo sem vinganças e sem terror.
N as ruas teríamos pessoas educadas e sorridentes pois
D ariam valor a si e a outros sobreviventes que
O rnando a praça de flores e a alma plantariam lindas sementes.

S eria utopia
O u simplesmente pura realidade?
N adaríamos nus pelas águas da vida
H averia respeito pelas crianças e pelos mais velhos.
A solidariedade reinaria imune
D este mundo que vive impune e
O utra vez voltaríamos a ser crianças!

Mary May



CANTO A MINHA DEFESA

ACRÓSTICO

C anto a minha defesa
A o céu a terra e o mar,
N ão preciso de certeza
T ento ao menos melhorar
O futuro a Deus pertence,

A minha parte é tentar.

M as com ajuda é mais fácil
I sso eu não posso negar
N ossos rios nossos mares
H averão de melhorar.
A inda que pareça tarde,

D evemos então começar.
E ntro em defesa dos animais
F auna, flora e tudo mais
E o futro da gente
S e soubermos levar à frente
A giremos como gente e teremos muito mais.

Mary May



ENQUANTO HOUVER AMOR

ACRÓSTICO

E nquanto houver amor
N ão haverá guerra.
Q ue possa haver menos dor
U ma solidariedade na Terra.
A maior de todas as virtudes,
N ão é ser o maioral
T em que deixar de ser rude
O uvir e ter boa moral.

H oje me proponho a começar
O utros sonhos e objetivos,
U ma vez cumprido o dever
V erei o amor com seu cupido
E nviando flechas de paz
R ealizando desejos devidos.

A me sempre os seus amigos
M ais ainda os inimigos...
O lharás então e verás
R irás e colherás tudo o que tiveres asssumido

Mary May



PALAVRAS

ACRÓSTICO

P alavras ditas ao vento,
A o sol, as estrelas e a lua
L á longe no firmamento
A tingem a verdade crua.
V erás que sem sofrimento
R ecriarás como tua
A poesia pura e nua.
S ó amor, só sentimento.

Mary May



CORAÇÃO BANDIDO

ACRÓSTICO

C oração bandido que rouba
O s meus sonhos, os fazem perdidos.
R echaça o meu coração,
A o mesmo tempo acalma os sentidos.
Ç ria em sentimentos diversos, inversos
A S vezes paradisíacos.
O uço a voz da razão e também do coração.

B asta então um leve toque da tua mão
A té mesmo uma carícia, uma canção.
N ada então se faz presente, pelo contrário ausente
D o que busco loucamente numa doce
I lusão...
D ito, feito busco a morte, outras vezes busco a sorte
O utras vezes digo não...

Mary May



O QUE DIREI DO MEU AMOR?


O que direi do meu amor?
Das minhas eternas dúvidas
e dos meus sonhos mais íntimos?

Das tuas mãos ousadas
acariciando meu corpo nu e entorpecido,
Da sensualidade aquecida
pelo teu gozo quente,
úmido derramado em minha alma?

Que direi do meu amor?
Do arrebatamento dos sentidos,
da volúpia carnal e do orgasmo mental
Produzido pelas tuas loucas
e deliciosas fantasias...

Das tardes mornas na beira do rio,
Quando tocavas meus seios rijos
e o frenesi atiçava o teu mastro
Que se punha em minhas mãos
pronto, ereto numa entrega total.

Faze de mim o que queres,
teus olhos diziam...
E as minhas respostas
se expressavam em meus gemidos,
Deliciosamente ouvidos
como acordes musicais
Acompanhada pelos sons dos rouxinóis
e tendo por testemunha
toda a natureza que calada observava
Cúmplices, sem querer,
de uma mesma harmonia...

O que direi do meu amor?
Se tantas vezes nos deliciamos
e se tantas nos calamos,
se só no ato conseguíamos
transmitir nossos sentimentos...

Que medo foi esse de amar
que nos afastou quando...
mais juntos queríamos estar?

Se aqui já não estás mais
e se só na mente restou
um passado
que não voltará jamais?

Mary May



PLENITUDE

ACRÓSTICO

P erfeitamente consciente
L evo a vida
E ntre desejos realizados e
N ão me canso de lutar pelos sonhos
I rrealizáveis...
T alvez porque acredite que:
U ma vez entronizado no pensamento
D everá chegar mais cedo ou mais tarde
E m minhas mãos toda a plentitude.

Mary May



REINVENTANDO


Rasgue retratos rotos, roídos
Refaça, revire, repasse, retire
Reponha, componha, remate, proponha
Raízes, matizes, rompantes, deslizes.

Afogue, apague, ataque, atire
Estanque, destaque, rompante, mascate
Releve, resista, enleve, insista
Afogue, destrua, retoque, construa.

Evite, espere, medite, coopere
Agarre, abrace, aguarde, comece
Instigue, instrua, motive, menstrue
Sangrando, sugando, sentindo, seguindo...

Mary May



VENTANIA

Vozes, ventos uivam, vivem sedentos
Velas, vidros, vagas, vagam vêem momentos.
Variados vultos voltam vigiam atentos...
Viram, varam, varrem, visitam noite adentro.

Mary May



ESCURO

Escuro?
Puro ponto de ilusão...
Nesta rima clara e pura de emoção.
Certa vez encontrei um caminho
Que me parecia claro como sol na escuridão.
Ao perceber o engano em meu ninho,
Enxerguei mais claro do que o meu coração
E meu mundo se abriu em novas perspectivas
Para que não houvesse mais expectativas
E meus sonhos se tornassem a realidade que são.

Mary May



QUANDO UM CORAÇÃO CHORA

ACRÓSTICO

Q uando um coração chora
U ma vez, mais, ainda; qero dizer a você
A ntes que seja a última vez que
N os encontremos nessa vida.
D ores de amor se curam com o tempo
O utras apenas amenizam
U mas se perdem na poeira
M as outras renovam a ferida!
C om minhas palavras te faço ver
O utras coisas que antigamente não vias...
R esolvi que não quero mais sofrer.
A lcançarei a alegria, sem precisar penar, ou morrer de tristeza
C antarei algo novo, uma música que compus...
A lgo que eleve a alma e o coração daqueles que também insistem em chorar!
O uvirás a minha canção que
C om certeza entoarás no teu íntimo, versos livres, calmos, suscintos...
H oras de saudade de quem
O utrora, mostrou-te a verdade
R esumindo em sons e tons
A pérola que tiveste medo de amar!

Mary May



PERMISSÃO PARA SONHAR

ACRÓSTICO

P eço permissão para sonhar...
E ntregando os meus sonhos
R emetendo-me ao passado,
M odificando o presente,
I luminando o futuro...
S entindo no ar o perfume
S altando de prazer e
A lçando voos cada vez maiores
O uvindo o que diz a minha alma.

P eço permissão para sonhar...
A través da beleza das flores,
R astreando e
A calmando as dores.

S entindo no corpo a energia
O uvindo as ondas do mar,
N avegando no infinito oceano
H averá algo mais lindo do que
A mar e sentir o calor da
R eciprocidade do amor?

Mary May



SONETO DA PRECE


Rasgou no céu estrela cadente
Lembrei-me então de fazer um pedido
Orei a Deus: falei com o Amigo
Trouxesse a paz em todo o sentido.

Viesse a luz e alento ao perdido
Amor, alegria e cura ao doente
Faça justiça a quem merecido
Conforto a alma plantando semente.

O Universo escutou a minha voz?
Para isso eu não enho resposta
Foi prece tranquila , sincera, veloz.

Há tempo para tudo nesta vida
Já dizia o bom e velho profeta
Esperando a resposta merecida.

Mary May



O EU DO MEU EGO

O poeta escreve com o ego
Cada letra é um instrumento
Cada palavra é um artista
Cada frase é uma orquestra
Cada texto é uma música
Cada poeta é um maestro,
É uma árvore dotada de filosofia
que produz frutos de sabedoria,
de sementes de reflexão,
de mudas de compreensão.
Para cada rumo sem nexo e
para razão sem sentimentos
Para cada emoção das quatro idades
Irradia do inconsciente
uma luz de inspiração.
Para em um quadro branco,
pintar o alfabeto de preto!
Para enxergar nas pautas musicais
O espelho da própria personalidade
Revelada com um sorriso abstrato
Sem deixar de escrever com o ego.
Sem deixar de explorar o próprio universo
Para que entenda que você é o dono de si.
Mas que ainda saiba,
Que os astros de seu universo interior,
São indomáveis, mas obedecem
Aos movimentos de um maestro.

Mary May



REINVENTANDO


Rasgue retratos rotos, roídos
Refaça, revire, repasse, retire
Reponha, componha, remate, proponha
Raízes, matizes, rompantes, deslizes.

Afogue, apague, ataque, atire
Estanque, destaque, rompante, mascate
Releve, resista, enleve, insista
Afogue, destrua, retoque, construa.

Evite, espere, medite, coopere
Agarre, abrace, aguarde, comece
Instigue, instrua, motive, menstrue
Sangrando, sugando, sentindo, seguindo...

Mary May



CRESCIMENTO

C rescer é a diretriz do ser humano
R enascendo para uma vida mais ampla
E squecendo, vivendo, rasgando a tela, pintando o pano
S ofrendo, sorrindo, para a vida que encanta
C omo quem representa vários papéis.
I merso em sons que afinam como as cordas que
M ovimentam as mãos num violão, num piano.
E ntende que o Universo retribui a cada um segundo as suas obras
N o entanto nunca perde a fé, a vontade, a determinação de
T er em seus mais íntimos momentos a criança que um dia
O uviu a voz da esperança.

Mary May



CADA FLOR

ACRÓSTICO

C ada flor tem seu perfume
A s rosas exalam o aroma da amizade ou da paixão
D álias são um presente para quem se sente ausente
A saléias relembram amores distantes.

F lores das mais diversas formas
L indas, atraentes, diversas, como a mulheres
O rnando olhos cobiçam, espelhando cada partícula
R aras, remanescentes, artistas.

Mary May



EXPLOSÃO

Não me deixes dormir sem teus beijos
Nem me negue o calor dos teus abraços.
Se meu corpo explode em fúria ardente e febril,
apazigua-o, mas não de maneira sutil.
Enrosca a tua língua na minha boca e morde os meus lábios
como a abelha que suga o néctar da flor sedenta
Agarra os meus cabelos com a tua forte mão.
Leva-me ao êxtase em estado profundo
Como se abrisse as portas do céu num infinito azul alaranjado.
Que tenho na alma um gozo profundo
E tenho no corpo a fogueira do mundo...
Onde, certamente, não caberia no Universo
Esta lascívia animal, furiosa, carente, cruel.

Mary May